Os 10 livros de ficção mais vendidos no mundo

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“Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício”. (Denis Diderot)

“Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.” (William Shakespeare)

Aí digitou?

Digitou o quê? Emoji sorrindo emoji sorrindo muito. Deixe os mortos se enterrarem. E deixe-me contar o que a felicidade tentou fazer com um amigo. E leve-me para onde estão as bebidas. Um lugar para eu conversar. A estrada da minha vida amorosa só me trouxe até aquela padaria. 19h49, 17° na Beira Rio. Tava viajando em Sampa. Batendo perna na Freire. Com a xícara de chocolate quente na vitrine da Arezzo. Sacola vermelha é irresistível. Mais fácil não querer bagunçar seu pixaim, meu benzinho.

Filha, ouça seu pai. Ouça seu pai com atenção: Persistência até que o impecável seja um simples desejo. Ontem, você lembra? Antes de ler mais um capítulo para você dormir em paz e fazer cachinhos nos seus cabelos crespos. Eu te disse: Sonhar e acordar cedo. E eu sonhei com você. No sonho, eu voava não sei.  Nossa família é o tema mais popular e protagonista dos meus melhores sonhos. Quer dizer, quem mandou papai namorar com um pretinho gostoso?

E tenha a literatura como entreterimento, eu já te disse. Devore livros. Leia Cervantes, leia os clássicos. Nada mais moderno que ler livro de algum parente bem velhinho. Leia manual de instrução, leia o que recomenda os seus orixás, leia a minha camisa. Coé? Leia-me. Transforme-se na pessoa que você mais admira. Veja menos televisão. Esqueça a novela. E estude. Quer ser empresária, estude. Quer ser líder, acorda cedo, agradeça, e estude. Quanto mais tempo na escola, maiores são suas escolhas. Estudar é somar. Educação é um ato de gentileza. Olhar, fala, fale baixo religiosamente. Amador com cara de franquia? Prefiro nem tentar ser esse mais ou menos medíocre. Nota cinco. Emoji, emoji chateado. Te vi, te quis, te amo.

Por exemplo.

Era uma vez 1997. Vamos pensar num ano imaginário. Vamos pensar num personagem bem bonito. Seu pai. Seu pai é lindo. E é uma lei ser bonito. Filha, a lei sou eu.

Ato II. Isso é uma peça, uma paródia no Youtube, um meme no Tumblr, um filme no Netflix? O que é a vida?

Arturzinho usava uma sunga verde água Hugo Boss e um short cobrindo a peça desejo vintage de futebol. Adolescente nos anos 90 indo pra natação no Entrerriense. Mesmo no inverno. Naquela década, eu nem era nascido, não me lembro. Seu pai quem me contou essa história. Seu pai foi visitar papai do céu. Acho melhor não entregar todos os pontos, por enquanto. Ácido, prozac, pista. Primeiro porque eu gostava de ser atlético. E de todas as alternativas para desaparecer num único mergulho. Glup, glup.

Aceite as críticas. Cuide dos detalhes. Não julgue. Não tenha medo. Caiu, falhou, levante-se. Todo mundo tem seus abismos. Seu purgatório. Faz parte do espetáculo.

Olhar, fala, toque, beijo, fechamento. Inverno na portinha. Pretim de sol. Calça de linho. De um nobre tecido italiano. Sandália, paletó risca de giz de um elegante corte, também, italiano. Camiseta descolada com mensagem atrevida. Eu não me lembro. Subliminares. Temer nunca mais.  Nunca mais. Tudo que é plantado nessa terra recebe a benção. Deus te abençoe, minha filha. Eu disse: Deus te dê graça e novos rumos. Praça do Zumbi, negão enriquecido pelo sol meio indiano. Bonito feito chita. Irresistível. Garoto bronzeado Made in Jardim Paulista africano punk rock com um pé na cozinha burlesca. Subiu o morro sem ofegar. Abriu um sorriso quando me viu e acelerou a bicicleta até bem depois da rua B. Cruzou a Evaristo Francisco Machado num zigue zague debochado. Contou uma piada curta justificando o atraso. Nem trouxe o celular.

Jogo de boca. Aquele toque. Aquele black power leonino. Clique.

A rotina do povo: Reclamar, trabalhar, reclamar mais um pouquinho, pegar trânsito, reclamar, passar no Bramil, reclamar da nova temporada da mesma novela besta, ir para casa, abrir e fechar a porta, solitária, ignorar a capa da Vogue, parecer uma pornô, forninho delícia.

Meus hábitos dourados de rei: Celebrar, homem gostoso, militar, paquerar a Arezzo na Marie Claire. Escolher a cor do batom nude para sujar inocentemente a boca do seu pai. Peraí. Você acha mesmo que eu melhorei? Que eu estou curado de enlouquecer por você? Prefiro ficar aqui contando e contando todos os contos de fada ao suicídio. Tenho muito orgulho de tudo. Quer mesmo saber o quanto eu melhorei só para te ver sorrindo? Quando seu pai me deu mole era 1997. Seu pai me deu rock n roll. E estilo. Ensinou-me o be-a-bá. Me funkeou de A a Z. E, finalmente, deu razão pra eu escrever assobiando o que é a vida. Eu era do podrão calça preta, camisa de banda preta, ah! eu adoro preto, seu pai, metade esqueitista sei lá 13% clubber.

Eu procurava, ainda procuro por algo assim, eu procurava uma razão para retribuir, desapegar da sorte de nascer brasileiro. Emoji. Brasileiro privilegiado, líder, sabe? encontrei seu pai com aquele olhar encantador no Vocacional descendo para o recreio.

Eu te amo desde sempre, eu sinto muito. 1997. Eu amo também seu pai. Nem era virgem. Não me lembro.

Era assim. Resumindo: Há 20 anos, o rei dos góticos encontrava o arco-íris.

Ato III. Eu não sei. Eu disse para o repórter. Eu pensava que estava num encontro de como escrever bem. Sei lá qual era o nome daquela palestra. Pós-graduação?

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Não há lugar mais especial que o barraco da gente. Sonhe com um amanhã melhor e nunca terá insônia.

 

Se você não encontrar, seja o que for o que você procura, reproduza. Tudo é remix. Eu aprendi ouvindo Donna Jaguatirica durante a tarde de ontem. E 1997 era o momento. Vontade piscando. Olhos nas galáxias. Gente inspirada transforma mesmo o mundo.

Telefone fixo. Trim, trim, trim, aloka. Quer tomar café? Quer atender o telefone?
Ah! Quero sim. Primeira resposta positiva.

 

Seria um prazer. Segunda mensagem para atingir o Olimpo, o paraíso.
É dizer a hora que eu te espero. Emoji, emoji safadinho. Carinha piscando.
Gosto, assim como os ingleses, de ser pontual. Nasty. Ops! De ser deste solo, eu disse. Mensagem de voz: E se atrasar para um chá já é cafonice. Gucci e negligência não se comunicam. Lembre-se de pontualmente encarar os deveres que as circunstâncias exigem com excelência.
Dois minutos o show começou e você atrasado é muito brega. Já deu. Enterre esses vícios. (Lat. /post-mortem/) E. Respira fundo. Saravá.

E você já experimentou a mandinga chá de folha de abacate (abacate cura tudo) com boldo chileno adoçado com… 

Sexta-feira. 

 

Praça do Zumbi. Festinha eu e seu pai. Noite Ilustrada inesquecível. Prestenção nessa história, minha filha. Quer saber como nascem as filhas dos imperadores do Brasil?

Eu era assinante da Folha. Que fique esclarecido. Erika Palomino naquele babado fortíssimo contando tudo.

 

Tinha 17. Eu era criança para época. Eu era um príncipe. Seu pai também, era ainda, pequenininho. 
1997 até que foi um ano produtivo. Foi quase nosso primeiro beijo. Agora tudo faz sentido. Era seu pai e eu na fila da locadora. Sempre foi o amor matando aula para ver filme. Dois nerdzinhos de videolocadora. Viciado em VHS. Rebobinando, tão sozinhos.
Ah! Separei Homework para te dar de presente. Digitei, D i g t e i , ops corrigi.
Onde você estava em 1997?
Onde você estava em
Onde você estava ontem à noite?
Eu moro duas ruas da Praça do Zumbi.

Mesmo que a gente marque no quinto dos infernos: O acordo que fizemos para o bem vencerá o mal meia-noite.

Quem marca bobeira é você. Emoji emoji. Não. Não. Apagar. Abrir pasta. Escolher gif. Vodu. 
Uma jaqueta biker, uma t-shirt de protesto, short, um coturno.
Estou pronto.
Nasci bonito 😉
Enfrentar o que te incomoda. Supere o frio. Olhar, fala, toque, beijo, fechamento. Saúde, corpo atlético, projetos futuros, projetos, quer casar comigo?, sorrir, ferver. Sorrir é poder que alcança ponto extra. Sorrir é o mais nobre dos feitiços. Sorrir é tipo Morada do Sol. Sorrir de graça por qualquer motivo sabe?, é mais como dizer? Expansive. Como dizer no canto da sua orelha: Sofrer já era. Sussurrei no seu sonho leia a minha camisa temer nunca mais de protesto e boa sorte dona insônia. Para de chamar o passado. Que pesadelo chato, démodé e sem sentido. Viva a liberdade, dá-me um beijo de boa noite logo e pronto. Agora vai dormir, amanhã eu conto mais. Quer que apague o abajur?
Qual a opção fará você reclamar menos, minha princesinha?
foto; Out Of Me
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