Adeus, amor

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“Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor”! (Marilyn Monroe)

 

Aí, eu nem te contei, tomando cerveja na estrada e o ônibus rumo à cidade maravilhosa tava tão carente de mim. E eu li na Vogue sobre uma exposição imperdível no MAM e eu senti saudades da gôndola de vinhos do Zona Sul, da água do Arpoador, daquele sanduíche avião do gatinho do Pavão Pavãozinho. E meu povo com aqué e cartão. Desculpa perfeita para viajar: dinheiro no bolso. Vamo’ tomar uma oti na praia, veado. A bicha gritou acordando aquela espelunca. Eu estava tão atacado ontem pela manhã. Nem sei te contei. Toparia carregar o mundo.

A proximidade do aniversário do suicídio do meu irmão. Aquela conversa chata naquele jantar daquela mulher rica. A gente comendo no mesmo prato. Vida o padê. Pessoal irritado com a política. Pessoal irritado com a saúde do Brasil. Pessoal irritado com as margaritas. Pessoal reclamando comigo. Reclamando com o meu bico de barman. Detesto esse desperdício. Detesto esse lixo acumulado.

Aí eu saí daquele Vinhedo chorando tanto, sabe? Pronto para me jogar no Paraíba com uma garrafa de Chivas. Sair de um lugar tão luxuoso e depois para que serve a vida? Eu não entendo como alguém pode se sentir rica sem entender. Pobre para mim é esvaziar as perguntas para construir esse vazio.

Acho que você precisa de algo que te dê mais prazer, eu pensei. Ou conversava comigo? Eu conversava com quem? Quem era a minha testemunha? Quero viajar! Experimentar uma porra nova num salto alto, dá em cima de um negão da favela, meu amigo.

Motivação é dizer alto: você pode. Repita comigo: Você pode. Inclusive baixar a cabeça e se entregar. Mas qual a vantagem? Todo mundo que fracassa reclama de algum tipo de depressão babaca.

Aí a sapatão me gritou quase parando a moto fazendo sinal: E Aí Artur, qual é a fonte? Monocó nervosa. Escolhe um bolso, eu respondi. Você quer o negro no meu coração ou a montanha mágica? Munta aí, ela ordenou. A marafo loira é por minha conta.

Deus não pode fazer nada por você. Ele só agradece pela sua oração. O importante é ter fé. Ele me disse que a morte nunca resolveu os problemas de ninguém. Cura-se dor com carinho. Médico não é aquele que tem diploma de doutor. Faz seu canudo. Respira, bicha, respira. Curta a onda. Abraça-me e olha bem: Estamos quase chegando ao nosso destino.

foto: Marilyn

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