KKK#KKK A_Z

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Ketchup ou mostarda? Perguntou o atendente simpático daquela lanchonete de final de bairro. Era a primeira vez que eu comia esses lanches porcarias em 2014. Queria azeite e uma faca e um garfo. Queria um vinho de uma safra premiada. E nada. Impressionante: As pessoas montam suas pequenas empresas sem o mínimo de pesquisa de mercado. E para piorar: Sem alma. Sem paixão!

Eu pedi meio que sem graça: Água mineral com gás, por favor. E ele me olhou como se eu quisesse o impossível naquela noite de inverno trirriense. Era uma lanchonete de religiosos que só servia hambúrgueres e refrigerantes em embalagem de plástico. Mil calorias, mil lixo. Nenhuma emoção ou inovação ou qualquer impacto. Não tomo refrigerante, não gosto de nada com muito açúcar. Talvez, café. Chá de camomila. Algo que me dê paz. Ou fome. Eu gosto de botequim com atendimento excelente e de ficar bem, bêbado.

Às vezes ser uma pessoa com apetite criativo num lugar com baixa autoestima é tão complicado. Complicado até para explicar. Mas entenda: Tudo dá certo. Esse é o problema da vida. O que você deseja acaba vingando. Se concretiza. Então, para de ficar com pé atrás, de ter medo, de sonhar e não acordar desse sonho. Quer ser estrela? Comporte-se como uma estrela. Celebridade você já é. Ensaie de uma vez sua entrada no red carpet. E seja um profissional.

O sucesso tem pressa. Calma. Ele vem. O amor e o sucesso batem três vezes na porta. E aquela lanchonete sem graça. Estávamos longe. Nenhum restaurante por perto ou bar que servisse porções. Adoro porção de aipim! Fazer o quê? Nenhuma opção vegetariana. Quase nenhuma fome. Mesmo com o frio agradando o pecado da gula e a curiosidade pelo suco de maracujá superficial. Mas onde estava a beleza? Queria ouvir música saindo do fogão.

Minha mãe cozinhava cantando um rock’n’roll antigo. Nossa cozinha tinha alma. Quando criança, na primeira vez que eu decidi ser vegetariano, dona Maria fez frango assado. Uma tentação. O cheiro agradável do produto influencia mais as vendas que a campanha de marketing. Embalagem, apresentação, história. Comer pelo ato de comer? Qual a motivação? Melhore sua oferta, por favor. Tenha mais atenção ao seu cliente, entende? E eu quero pimenta no meu molho especial, por enquanto.

E a gente estava falando da Copa do Mundo. Falando bem. Foda-se o sete contra um. A comida a quilo, o churrasquinho no palito e a farofa fizeram o maior sucesso. E a gente estava virado. Colocadíssimos. Morrendo de fome!

Eu,

Timmy,

Caio,

Cléo,

Mateus e a

Ana.

Bota fé. Confia mais no seu potencial. Tenha paixão pelo que faz e diga alto: E eu disse: Que tal jantarmos com a minha mãe? Minha mãe adora música e vinho. E pão de milho.

foto: http://terrysdiary.com/

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