El Salvadora

lays

 

 

Reggae night ou we find love? Decida-se. Eu tenho outra opção? Achava chato. Quero uma música que fale de amor. Um amor que está tão longe que nos faz voar mais rápido. Isso. Essa música que você está ouvindo. E daí entra o DJ. A voz robótica e você quase tremem. Era um vestido de bolinha amarelinho. Ela usava. Feito das sobras do biquíni. Patchwork do verão 2015. E casaco xadrez masculino da Paul Smith comprado na Giulio. Cambridge. Sapato? Não lembro. Máquina fotográfica de uma profissional. Cabelo de deusa. Três coisas que combinam bem com mulher: Ouro, poder e beleza. Porém: Nada é mais precioso que ter liberdade. Liberdade combina com qualquer coisa. Até com aquele sapato. Era uma rasteirinha clássica comprada num brechó. Ela disse: Ai. Não resisto a bazar. Eu disse: Tenho um jeans da Cori 38 divino. Ela: Ai, Artur. Eu uso 34. Eu perguntei: Voltamos a ser tão magros assim? Quando eu era modelo, o 38 tinha que ficar pelo menos larguinho. Lays me deu um abraço. Nesse momento a música é mais calma. A canção trás conforto. Um hip hop. Uma balada.

Chega de música chata. Chega de velório. Dá-me um abraço que eu curo tudo. Me dá uma abraço que tudo é festa. Vamos tomar cerveja? Duas por cinco. Duas mulheres por cinco cervejas. Qual cerveja?

A história tem que ter fervo. Tem que ter alegria. O que você prefere? Amor ou tequila. Pode ser os dois? Nós dois. Pode somar? Podemos somar! Tem que ter alguém na história. Para que só ter um anel de brilhante quando se há vinte dedos? Ela disse… Na verdade a gente desceu porque ela queria me pagar uma bebida mais sofisticada e me contar uma novidade. E também sobre como anda a profissão de modelo. O mercado negro da moda. Na Europa, Estados Unidos e oriente.

Ela: Amando o Brasil. Eles só pensam em copa do mundo e jogos olímpicos. Nas medalhas de ouro. Daí ela disse depois de me mostrar umas fotografias e uns ensaios. Preciso te contar uma coisa. Eu brinquei logo: Você também ama as mulheres né? Ela riu. Não respondeu. Mulher chique nunca se explica. Nunca dá barraco. Fofoca não nos interessa. Como está o trabalho? Já ganhou um prêmio esse ano? Fale bem de você um pouco.  Deixa-me ficar babando por você, gata.

E a música era: Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar rir pra não chorar.

Foto + Portfólio: Lays Xavier

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