O maior espetáculo da terra

“Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela”. (Albert Camus)

“Querer-se livre é também querer livres os outros”. (Simone de Beauvoir)

“Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa realmente gostar, ela volta. Nada de drama”. (Arnaldo Jabor)

Eu te amo, meu anjo Rafael. A carne é fraca. Desculpa. Desculpa. Desculpa. Eva olhou o fruto proibido e comeu. E ele era proibidão. Maior delícia dando sopa na Vila Isabel. Carne farta. Filézão. Moreno. Cabelo liso corte militar. Barba. Uma selva de barba naquela cara sorridente. Boca boa de beijar. Feições de tímido. Brinco na orelha. Colar de sementes. Calça boa. Desculpa. Não olhei para o pacote completo.  Tênis Vans bicolor. Maior delícia. Estudante de engenharia. Fera nessas geringonças eletrônicas. #Gadget, baby. Lógico.  Aquela praça em construção. Ele disse na lata: “Estou louco para brisar.” Ele queria saber quem tinha um bom de dez, na linguagem trirriense. Ele era de… Zona Norte? São Paulo. Usava o smart. Preto, bonito da LG. Eu tava tão bem e eu disse que era só me seguir que no final da Professor Moreira sempre tinha um traficante.

Ele falou que lá no Rio, as bichas eram chamadas de travesti e aqui em Três Rios, veados. Queria saber a diferença. Eu respondi que era chamado de Gisele pelas bichas mais chegadas e de Artur pelos bofes da rua. Eu perguntei: Você vai me chamar de Artur ou de Gisele? Aí eu disse: Mas você não é de São Paulo? Traficante logo ali com os cachaceiros da praça.

O repórter perguntou. Não. Não. Não. Volta a cena. Apaga tudo. Gladson Bernardes disse: Sem drama, sem graça. Ou foi antes? Quando eu servi o café?

A prefeita Ana Gabriela me ligou. Ela ia reunir um pessoal do partido para saber quem seria sua substituta para as próximas eleições. Chamei Rômullo. Fabian. Cléo. Guilherme Alves, cada vez mais bonito. E o presidente da liga das escolas de samba trirriense. Rogerio Scarp. O ano foi 2022. O ano que a gente foi no museu do Louvre pela décima vez.

Eu sei. Eu sei. Quem vive de passado é museu. Eu adoro o passado. Achei linda a exposição de Pessoal Computer sobre os 100 anos da Semana de Arte Moderna de São Paulo. Estávamos em 22 meu bem. 10 anos mais jovem. É uma loucura! Já se passaram 10 anos.

Lembra como a gente se conheceu naquela festa do UOL? Eu tava bêbado. Festa chata. Fumei alguns também. Essas coisas de Hollywood. Dos astros. Eu, hetero na Cam (a). Eu tava falando grego.

Eu olhei para você. A gente ficou se olhando. Quando finalmente a gente parou de fofocar você deitou de bruços. Imaginei turpilóquios de se consultar o pai dos burros. Eu ficava olhando a luz vinda da janela refletindo seus cabelos. Iluminando-te. Abençoando-te. O pensamento, a viagem trás o sonho pro real. Vem para cá. Vem me encher de beijos e carinho. Vem me encher o saco. Vem brigar comigo. Vem me amar outra vez. Vem meu Rei Sol. Vem esquentar essa água dentro de mim de novo.

Tenho pão francês, queijo de leite de verdade, lá de uma fazenda aqui perto. Como chama a fazenda? A que faz iogurte, queijo e manteiga gostosa sem muito sal. Saia da dieta. Coma e apareça. Come que é uma festa. E não se esqueça: Quando você estiver por perto, será a hora que eu mais te amarei.

Foto: flying, amazing, art, birds :: favim .com

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