A fera ferida curou-se com merthiolate

E essa praga apareceu na minha cama hoje de manhã. Acordei e dei um grito. “Como assim você entrou aqui”? Ele já começou reclamando. Um informante disse a ele que eu estava com mulher. Putz! No cu da manhã. Achou o telefone com o bilhete e o número de telefone da menina. Samantha. Uma prostituta loira amiga de longa data. Hummm… Vem cá. E puxei-o para meus braços. “Dá-me um beijo. Esquece isso”. Ele: “Você está com cheiro de mulher”. Eu: “Porra! Não sou obrigado. Vai embora então”. A gente discutiu. Uma briga danada.  Ele disse que se eu não fosse dele, eu não seria de mais ninguém. Eu: “Tudo bem. Deixa-me em paz”. Ele: “Você bebeu. Você cheirou. Você fumou maconha com mulher que eu sei”.

Eu, coçando os olhos. Ainda era cedo.  “Putz! Vem cá”. Ele: “Acabou. Você não vai me ver nunca mais. Esquece-me”.

“Esquecer você. Tarefa difícil, Marquinhos. Eu não sou computador onde se é possível apagar a memória. Deletar o que não se quer”.

“Você tá me tirando. Olha, se você não for meu, você não vai ser de mais ninguém, tá ligado”? E voou com as mãos no meu pescoço. Eu disse: “Vai me matar? De novo? Então vem cá que eu te mato também”.

Puxei a calça jeans dele. Tirei minha blusa, short e cueca. E uma camisinha da cabeceira. E depois outra. E nos assassinamos da forma mais original.

Foto: Beth Ditto em http://www.lucywho.com/

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