A carne mais barata do mercado é o pescoço de galinha

Quem recebeu o convite foi e se divertiu no jantar para solteiros ou enrolados que a bicha organizou aqui na sua nova casa na Vila Isabel. Cheguei tarde. O canal I-Sat divulgou a mostra de cinema Gay no site, mas passou outro filme. Um filme idiota. Mas depois descobri que a exibição do filme de temática GLBTT seria transmitida no dia seguinte.

E quando eu cheguei rolava Cher no DVD no volume máximo, bebida gelada no freezer, incluindo Skol litrão, energético, ice e uma vodka com suco de maracujá e leite condensado. Arroz à piarmonteze (é assim que se escreve?) com de peito de peru grelhado com molho championg. A bicha já trabalhou em restaurante. E foi mais cedo a Juiz de Fora buscar os ingredientes corretos para a composição do cardápio. Tinha sobremesa, mas ninguém comeu. Por quê? Por quê? Alguém tinha uma cocaína venenosa e depois de comer duas colheres de arroz para… Hummm… “Não engordar”, lavou o prato. Um prato branco de grife. Esquentou no fogão de seis bocas e entornou o produto no prato e bateu.

Eu ainda estava comendo quando o dono do pó perguntou quantos queriam. Eu fui o segundo a levantar a mão e fazer o canudo com uma nota de dois reais. No final, metade dos convidados aceitou dar um tiro. Quer dizer, quatro veados. Agora vocês sabem a razão de eu não comer a sobremesa. Ora, para “não engordar”.

Pronto. Fizemos uma roda. Todo mundo acendeu seu cigarro menos eu. Falar de quê? Da porra do dia dos namorados. Comemorar ou não comemorar?

Eu: “Sabe que eu li um conto na Pleiguei de um cara que conhece o amor da vida dele e sai para comemorar e acaba numa orgia transando com todo mundo”?

Alguém disse: “Tem gente que nasceu para ser puta”.

E completaram: “Meu sonho é ser puta. Ela é a única que recebe amor de verdade”.

Eu: “E ganha música do Odair José”.

E qué, qué, qué, qué, qué. E bate palma. E “viva a galinha que habita dentro de nós”. E quá, quá, quá, quá, quá.

E colocaram um pancadão para gente requebrar até o chão.

foto: Modelo Cameo007 protfolio http://www.modelmayhem.com/1157589

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2 comentários sobre “A carne mais barata do mercado é o pescoço de galinha”

  1. Estive procurando na internet por edições da Pleiguei, e a sua é uma das raras menções ao períodico. Você tem informações sobre um local onde eu ainda possa encontrar exemplares? Será que só tem mesmo em São Paulo? Abraços.

    1. Pois é, Claúdio. Eu tenho um amigo jornalista de O Globo que me deu duas bolsas de revistas gays nacionais e importadas dos anos 80 e 90. Se precisar, eu falo com ele. Eu me informo sobre sua procura. Um beijo. Sucesso.

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