E a Joana Travolta, tá boa?

“A vida é algo que se faz quando não se consegue dormir”. (Fran Lebowitz)

Pois é. A drag gufou essa semana e ontem no mesmo horário do programa do Ru Paul, o canal 5 fez uma homenagem a Kayka. Eu conheci o artista pessoalmente quando fiz o show da Cuca com a minha personagem Milu Quedundum junto com a Long-neck no Miss Gay. Vai lá estrela brilhar no céu. Aí depois da fofoca toda, desci meu morro já querendo tomar um goró. E o universo conspira. Encontrei com um povo numa mesa de um bar na esquina. Lucimar, uma loira de Guarapari e um dunda sem dentes na frente. A Lucimar já foi minha vizinha.

“E aí quanto tempo?”
“Isso aí. Muito tempo. Pega um copo”.

“Vamos brindar”.

Eu paguei uma. A Lucimar outra. Uma loira de Guarapari também. Falamos de São Jorge, macumba, de celulares da Samsung, férias na praia, festas, família, dentista. Chegou mais uma mulher. Mãe de um amigo meu. Pagou outra.

Depois eu perguntei: “Gente quanto é o litrão?” A diferença era de 80 centavos. Ê, ê. Pega um litrão.

Eu paguei uma. A Lucimar outra. A loira de Guarapari também. A mãe do meu amigo outra. Era a vez de o dunda desdentado pagar. Lucimar intimou. Ele disse: “Pode pedir uma caixa que eu pago”. E pagou.  47 aqués a caixa do litrão. Skol. E bebe, bebe, bebe (tem testemunha. Uma leitora desse blog apareceu por lá, né Joelma?). Uma hora, o povo ficou bêbado e um por um foi indo embora.

Lucimar comprou um babadinho delivery e eu e ela vazamos para sua casa. E, sim, comprei dois litrões no bar do Ricardo.

Abre a primeira cerveja. Faz o canudo (canudo de refrigerante?). Uma festa! E depois ao som de uma trilha sonora de novela global, a gente se enroscou em beijos. E beijos. Tira uma peça de roupa. Morde aqui. Ai meus lábios. Outra peça. E ela tinha se depilado toda. Depilação completa. Aí eu caí de boca na raspadinha dela. Ei! Chega. Pula essa parte. Isso aqui não é um blog hetero. E não é nem um pouco elegante comentar o que a gente faz entre quatro paredes com uma dama. Uma mãe de família.

Cena 27: trailer do Wilson. Eu tomando a saideira com o Pokémon. Ele queria uma pedra. Faltava uma mixaria. Nada a ver. Quebrou meu clima. Gritei um mototaxi para ir embora. O motoqueiro não quis me levar porque eu estava muito bêbado. Segui a pé. Com um copo na mão. Pokémon atrás. Pedindo cinco reais. Fui parar na casa do Rogério.

Peguei mais cerveja. Duas. Pokémon vazou. Encontrou alguém que tinha um trocado. Mais uma vez: Acho crack droga de gente pobre. Pobre e suja (no pior sentido). E sem sonho ou ambição. Uma pena que ele ainda não saiu dessa. E voltou a ser o maconheiro que ele era antes. Muito melhor maconha. Maconha você viaja, dá tesão, tesão por tudo. Você sente fome. E menos dor.

Uma hora os bares fecham aqui na Vila. E eu puto. Tive que ir embora. Rogério foi comigo até a esquina. Encontramos com um moreno alto guitarrista de uma banda gospel. Queria fazer. Eu não. Eu… Ah! Tchau.

Pensei em passar na casa do Marcos. Pensei. Pensei. Coragem, cadê você? Ai, Marcos. Eu preciso dizer que te amo. A música. Eu amo essa canção. Você tem esse disco. E sua casa é incrível. Tem vodka Absolut de pêssego e conhaque do século XIX. Caminhei pela Rua João de Souza. Achei melhor ir dormir e deixar para viver no dia seguinte.

foto do post: http://www.modelmayhem.com/685901

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