Let’s buy hapiness

E o que tudo indica: parece que vai chover. E eu tentei salvar mais fotos sensuais no pendrive e nada. Uma fome do caralho. Saí da Lanhouse um pouco chateado. Que dia que a internet banda larga vai chegar ao meu morro? Estou louco para voltar a ver muita sacanagem à vontade.

Então, o que posso fazer? Coloquei meus Mp3s para rolar enquanto digitava um texto novo. Depois eu edito esse texto. De novo. Ou talvez cancele tudo. Eu não sei mais o que fazer.

Bebi. Como vocês leram no último post. O problema é que eu bebi demais e acabei gastando uma grana. Uma grana preta. E eu fiquei tão deprimido. E desci para publicar o texto anterior e dei de cara com o Diego, filho da Vera. Tava triste? Tô mais não. Ele é lindo demais. E só de olhar para ele sem camisa… É melhor que qualquer Prozac.

Decidi que passaria o final de semana recolhido na minha casa. Lendo, tomando bastante água, comendo folhas e frutas e outras coisinhas saudáveis. Escrevendo e escrevendo. E ouvindo minhas músicas. Aí fiz um sanduba básico. Com muita folha, um pão fresco e um bife de hambúrguer de frango. O som rolando. Adoro cozinhar ouvindo música. Telefone toca. Era gente me chamando pra farra.

Puta merda! Eu digo a verdade? Que eu não quero sair?

Na outra linha: “Desce que aqui tá cheio de dunda. Do jeito que você gosta”.

Maldição. Meu ponto fraco. Avisei que tomaria um banho e desceria em seguida. Aí eu fui. Sou uma puta. Camisinha no bolso. Sou uma puta que se cuida. Bar. Porra! Puta que o pariu. Um pagode na maquininha, churrasco rolando e muito homem preto. Muito homem preto da construção civil. Com o uniforme do trabalho.

A bicha me viu chegando. Ela tava fervendo com os dundas. “Artur chegou, gente”, gritou. O bar todo me olhando. E eu todo de preto. Com uma cara fechada quando eu olho para dentro do bar, vejo um nego da minha lista de feitura. Minha cara fechada? Virou um sorriso sensacional. Bati uma palma. “Cadê meu copo?” A vida é muito curta para gente ficar com a cara fechada.

Ganhei uma moeda de um real. Pediram pra eu colocar uma música. Sabe, por mais que a gente fique triste, dois minutos depois… Culpa de quem? Escolher o quê nessa maquininha? Beth Carvalho? Bezerra da Silva? Martinho da Vila? Paulinho da Viola? Não ia colocar um rock’n’roll e acabar com o clima da galera. A primeira música era para provocar os dundas. “Cabelo Pixaim”. Demorou a tocar porque tinha umas dez canções na frente. Eles queriam saber o que eu tinha botado. “Calma, calma” eu falava. Um deles me desafiou: “Aposto que foi um rock. Legião Urbana né?” Eu ri. “Você vai ter uma surpresa”. E quando finalmente tocou, meu nego da lista de feitura dançou. Ele é bem tímido e se soltou.

Não lembro se choveu. Só sei que a vida é boa.

foto: http://www.modelmayhem.com/579230

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