Trago seu amor de volta em sete dias

Quá, quá, quá, quá, quá. Hoje eu tô com a macaca. Preciso de uma boa reza. Ou de um banho de ervas. Ou de bater um tambor. Ou, pior, de uma sessão de descarrego da Igreja Universal. Porque o que me aconteceu ontem… E depois de uma semana onde eu agarrei um lutador de jiu-jítsu, desvirginei um religioso e toquei duas punhetas para as fotos dos negões naquelas revistas francesas, a segunda bronha com um objeto fálico enfiado na minha intimidade… Ontem… Porra! Eu mereço um prêmio Nobel… De física! De física! Quá, quá, quá, quá, quá.

Gasparelly, “bonita e preta”, tinha razão com aquela seita japonesa que ele frequentava: “pede que vem”. E vem mesmo. A coisa que a gente deseja sempre vem. E vem rápido. Vem de mototaxi.

Eu na Web ouvindo Phantom’s Revenge e lendo uns blogs dos States de… Hum… Moda. Cada roupa preta, sabe? A moda é negra! A moda americana é negra. E aparece ao meu lado um negão. Amigo da minha mãe. Estudou mecânica no Vocacional. E trabalha na área. Com aquele uniforme cinza horroroso. E encardido. Mas super sexy.

Aí, ele pegou um Guaravita para ele e me ofereceu um.

Eu disse: “Tem álcool? Então não quero não”.

Ele passou a mão no meu ombro. Detestei! E o Youtube trava. E pula da tela uma página desse blog americano com uma foto de uma mala preta pra caralho. Da mesma cor que a pele dele. Esse mecânico era pretíssimo. Preto igual ao Mussum. Não! Mais preto que o Mussum.

“Uma mala preta da coleção do Marc Jacobs”? Perguntaria uma bicha fashionista.

Cacildes! Fui enganado. Mala? Eu achei que fosse uma bolsa. Tentei fechar a página. Eu tremendo. Morrendo de vergonha.

Ele riu. Fazer o quê? Eu ri também. Tiago Macedo é que dizia “A melhor resposta é ser feliz”. O Youtube voltou. Fiquei feliz. Ele foi para a mesa dele. Continuei o que estava fazendo.

“Lendo os blogs de moda”? Perguntaria, de novo, a bicha fashionista.

Isso. Lendo os blogs… De moda. Fechei o vidaplanob, o Facebook e o Gmail. Ouvi uma última música. Um remix para requebrar o esqueleto de uns DJs da Califórnia. Saí porque tinha que ir ao mercado. Levar uma facada do Bramil. Porém antes de deixar a lanhouse, o negão mecânico disse “Tchau, Artur”. Estranho. Ele nunca diz tchau para mim.

Tô no mercado. Bramil lotado. Eu na prateleira de iogurtes paquerando um dunda sem camisa. Um que é guarda municipal. Dunda gostosão. E quem disse que eu ia comprar iogurte?

“Paquerando o negão, né veado”? Disse uma voz afetada atrás de mim.

Porra. É tão óbvio assim? Me virei. Era um antigo amigo de noitada. E de ménage à trois.

E Kiss, Kiss, Kiss. “Para casar com um homem preto” disse a bicha. A bicha, do signo de Áries, elemento fogo, era das minhas. Gostava de devorar um chocolate nos tempos de crise. E ela estava sempre em crise. E a gente numa fofoca dentro daquele mercado apertado. Até que a bicha “Vamos tomar uma oti, veado”? Falou isso balançando até os peitos.

Passamos no caixa, pagamos a conta, pegamos nossas bolsas. Demos dez passos e já estávamos dentro de um botequim. Cerveja na mão, um copo para casa um e sentamos numa mesa na calçada.

Comentamos sobre a morte do Chico. Da propaganda fofa da Coca-cola. Aí falei que tinha comprado umas revistas francesas. Falei do grande motivo de eu ter comprado as revistas. Não entendo nada de francês. Só falo “Mr. Cote D’Ivoire” e “Drogba”.

Ela: “Epa! Me empresta. Para as minhas noites solitárias porque eu adoro um francês”. E ria e batia muita palma. E: “Por falar em grande, lembra daquele seu marido maludo de Volta Redonda”? E contou uma história que incluía “Bateu com o pau na minha cara”. E a pornografia continuou. Até que a bicha olhou para o negão que estava no balcão e gritou alto: “Salve a neca, meu amor”. E ria e “Deve ser dandara”. E, para piorar, falou em português bem claro: “Se me der mole, eu encaro. Fico dois dias sem sentar, mas encaro”. A bicha, então, se levantou, foi até o balcão pegar outra cerveja. Pediu até um cigarro. Sussex. E voltou cantando “Você é um negão de tirar o chapéu”. E conquistou o dunda.

Será que eu sou assim? Uma bicha louca caçadora do lado sombrio da vida? Ê, ê. Gente. A bicha voltou. Rogério. Rogério voltou. Deixou a cerveja na mesa e vupt! Foi pro balcão de novo. Já estava se prostituindo quando pediu um quente. Ganhou uma cerveja. De repente, o Rogério gritou: “Para um mototaxi para mim”.

E subiu no motobofe. Falou: “Peraí veado que eu vou lá em casa rapidinho trocar minha calcinha”.

Rogério, Rogério, Rogério, Rogério, Rogério. Uh!

Eu esperei. Esperei demais. A cerveja acabou. Minha paciência também. Foi me dando fome. Fui para minha casa com as minhas bolsas de compras. Caminhando porque faz bem ao coração. Tava achando que era o fim da minha noite. Só me restava assistir ao “Phatz Girls – Grandes Garotas” na BAND. De novo, porque já passou na Fox algumas vezes.

Aí… O negão mecânico da lanhouse me chamou para tomar uma cerveja aqui perto. Uma delícia de negão. Aceitei o convite porque faz bem para o coração.

Reza a lenda que todo negro é uma potência sexual. E sempre uma máquina de comer nossos buracos. Principalmente cú. Na peça gay “O Casamento” do genial Nelson Rodrigues a bicha é enrabado por um… Negão! Por isso, é difícil para uma bicha preta ser bicha. Bicha assumida e pintosa, lógico. E essa lenda de arrombador de cú com pirocas quilométricas não é totalmente verdade. Exemplo. Aqui na Vila. A falecida Jéssica era mulheríssima. Joseir foi rainha gay do carnaval trirriense e, ainda, rainha de bateria do Bloco do Palmital. Um negão que saia de biquíni no carnaval. E nem tinha muita mala. A Taroba, outra mulher. A Gasparelly… Rodrigo Lacraia é praticamente uma Mulher Melancia. Sem falar na Zel que faz show e tudo. E a Bina Lombardi? Outro negão careca, gordo, desse tamanho! Uma lady. Até o Vaguinho. Vaguinho bebe e, se deixar, coloca uma calcinha, sutiã e vestido. E vira Valéria Monterrey! E tantas outras menos famosas.  Quer exemplo melhor que o nosso Jorge Laffond? O Laffond, a Vera Verão, era um negão de parar o comércio. Negão mesmo, ele tinha 1,93, sem salto. Ninguém era mais mulher que ele na televisão.

Mas o imaginário popular… E eu bebendo com aquela potência. Aquele diamante negro. Pronto para ser devorado. Eu tava com fome. Falei que tava com fome. Ele: “Pedi o que você quiser”.

Fui tentar escolher o que comer. Muito salgadinho gorduroso e biscoito tipo Fandangos. Isso não vai fazer bem para o meu estômago. Quer saber? Vou beber com fome. Tomando as cervejas, a gente num papo legal. Fiquei colocado e com vontade de ir ao banheiro.

Entrei no toalete. Esqueci de trancar a porta. Ele entrou. O negão mecânico. Eu mijando.

Ele lá do meu lado, no mesmo vaso, botou o pau para fora. E “Também tô morrendo de vontade de mijar”.

Eu olhei para o pau dele. Ele percebeu. Porra. É tão óbvio assim? E disparou: “Vi você vendo aquele site de sacanagem na internet”. E eu não disse nada. Ele: “Você gosta de sacanagem”?

Eu: “Na internet”?

Ele riu. Esses filhos de uma puta estão sempre rindo. E falou: “E aí? Quer dar uma mamada”?E balançou para eu ficar nervoso.

Me fiz de virgem e inocente (o tema da semana) como se eu nunca tivesse feito uma besteirinha no banheiro de um boteco. Mas minha mão, dessa vez a esquerda, ficou alisando o pau dele.

E foi crescendo na minha mão. E foi crescendo. Lembra do dunda do post “um conto erótico” com aquela jiboia? Esse negão mecânico tinha um pau maior. Automaticamente, o meu também ficou duro. E foi a vez da mão dele alisar a minha piroca. E não parou por aí. Aquela delícia caiu de boca. E caprichou.

E aí, meu bem… Carpe Diem. Comi aquele nego pirocudo naquele banheiro imundo.

foto do post http://www.modelmayhem.com/292794

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