Falando sério

Sim. Me ter é muito bom. Você paquera um gatinho. Ele te dá mole. Acontece uma sintonia. Você vê que ele merece e arrasta ele para sua casa. E faz e acontece com ele. E goza. Goza legal. Como há muito tempo não gozava. Ele vai embora. Tudo tranquilo. E então você acorda no dia seguinte e só fica o vazio.

E depois de refletir bastante… Bem depois do Bob Esponja, que eu adoro, lavei meu lençol e minha roupa íntima. Sujos. Com vestígios de uma apimentada noite de verão. Queria pensar nele. Mas não me lembrava de como ele era. Da voz dele, do tamanho da mala, do formato da bunda. De nada.

Por que eu não perguntei o nome dele? Não perguntei o número do telefone dele? O Nick que ele usa no Facebook? Tenho medo do amor? Tenho medo de amar?

Tenho acordado muito cedo. O que é ótimo. E fico na cama até a hora do Bob Esponja na Nickelodeon. Depois faço café e começo de vez o dia. Estava ouvindo uma coletânea dos anos 80 da Globo. “Nothing Compares 2U” tocou várias vezes. Depois, eu vi o vídeo no Youtube. E quando eu saí da Lanhouse, encontrei com o Maninho. A gente conversou rápido. E seguimos nossos caminhos.

O Maninho não é um dunda, dunda não. Ele é claro. Um mulato claro. Mas nossas conversas são incríveis. Nós temos uma sintonia maravilhosa. Só que debaixo do lençol ou fora dele, porque estava muito quente, nós não combinamos em nada. E se eu for compará-lo com o negão do final de semana… Puta que o pariu! Nota três para o Maninho.

Eu sou um escritor de humor. As pessoas que leem esse blog, dizem para mim que morrem de rir com as minhas histórias. Sou um palhaço. Não passo de um palhaço. Não custava nada eu ter perguntado o telefone dele. Mesmo se eu ligasse e ele nem quisesse atender. Ou pior: nem fosse o número dele. Eu ia tentar. E, honestamente, a gente precisa tentar. Arriscar.

Minha mãe, sortuda, sempre diz que o bom mesmo é não gostar de ninguém. O certo é deixar que os outros gostem da gente. E o telefone da danada não para de tocar. Só homens ligando. Chamando para sair, querendo namorar com ela.

Na segunda, ela desceu para pagar o IPTU e recebeu do dunda da Abrafer um convite para o aniversário dele sábado na Ilha do Sola. Ele disse: “você vai ser minha convidada especial”. Ela nem ligou. Só pensou na festa.

Eu queria ser como ela. E talvez eu seja. Sei lá. Temos o mesmo signo. E capricórnio tem fama de ser frio e calculista. De nunca demonstrar emoção. Até quando?

Sinceramente, eu gostaria de ser outra pessoa. Ser alguém mais carinhoso. Alguém mais aberto ao amor. Nem que fosse por pelo menos cinco minutos.

modelo da foto: Hanzy portfolio: http://www.modelmayhem.com/99952

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