Um conto erótico

Sábado tinha festa Flashback no Entrerriense. Queria muito ir. Liguei para Cléo que marcou um horário e um lugar para gente se encontrar antes da festa. Falei que faria umas batidas para levar e ela disse para eu fazer uma de maracujá. Fiz e esperei que desse a hora, mas minha mãe me chamou. Estava na casa do Didi, meu inquilino. Bebendo com ele e Ismael.

Sou alcoólatra. Peguei um copo e tomei a primeira. Já tinha almoçado. Era uma hora da tarde.

Acabou a primeira leva. “Quem busca mais”? “Eu busco”, eu disse.  Bar, cervejas. Casa do Didi.

Angélica, que lavava roupa, apareceu. Copo para ela. Comprou uma coletânea da Legião Urbana por 9,90 nas Americanas. Peguei os CDs. Coloquei para ouvir. Dancei. Acabou cerveja. Minha vez de pagar. Fui e quando voltei, trocaram o cd. Essa gente só ouve sertanejo. Quer saber? Vamos beber. Bebemos até anoitecer. Liguei para o Limão e combinamos o mesmo horário e lugar para gente se encontrar.

Meu barbeiro já estava fechado naquela hora. E eu bêbado ia me cortar todo fazendo a barba. Pedi a Angélica que fizesse para mim. Fomos para casa dela e lá ela colocou os CDs da Legião. Perdi noção do horário (quem diria?) e bebemos mais. Barba pronta, tomei um banho, coloquei o kit noitada com camisinhas e dinheiro no bolso, me perfumei, peguei as bebidas e desci atrás de um ônibus. Não aguentei esperar porque já estava atrasado e peguei um motobofe.

Desci no centro. Encontrei Limão e um traficante depois. Peguei uma parada por dez. Nada da Cléo. Fomos para um canto cheirar. Aí eu o vi passando. Se eu estivesse sóbrio, ele teria passado e eu ia pensar “ai, se ele me desse mole”. Mas como eu estava por conta do caralho, usei minha melhor cantada para seduzi-lo: “e aí, quer dar um tiro”? Ele nos seguiu então. Essa cantada nunca falha. No caminho, encontrei com um primo da Vanusa. Uma gracinha ele. Branquinho, gordinho. Chamei também para dar um tiro. Todos vão.

Cheiramos e voltamos para praça. Cléo e o namorado nos aguardavam. Meu gatinho saiu, mas ficou nas redondezas. Bebemos e pegamos mais pó. Traficante por perto. Falei com o Limão que tinha um baseado. E ele disse que tinha a chave de um escritório aqui por perto. Fomos cheirar e quendar a babi. Meu gatinho foi junto.

Pretérrimo! De camiseta machão branca que valorizava ainda mais a sua bela cor. Bermuda e sandálias de couro. Um sorriso lindo. Fuma babi, bebe e cheira. Dos meus.

Aí eu não me lembro de muita coisa. Mas resumindo: o Limão saiu para buscar mais pó de motobofe. Gente viciada! Deixou as chaves do escritório. Aí o primo da Vanusa me chamou para gente ir ao banheiro. “Opa! Peraí. Homem não vai junto com outro homem ao banheiro” diria um(a) leitor(a) mais esperto(a). Sabia que não era para mijar. Mas fui com ele. Sabia o que ele queria.

Chegando lá, ele disse: “Se quiser mijar, pode mijar”. Hum… Queria ver minha mala, né? Fiz um esforço para mijar. Me exibi. Acabei de urinar, ele me levou até um sofá e foi tirando a roupa. Depois disse: “fica à vontade”. Aí não rolou química. Achei meio forçado. Disse minha mentira favorita: “pô, cara. Não vai rolar. Tenho namorado”. Conversamos um pouco. A gente desceu. Limão demorando. Fui no “banheiro” com o meu gato.

Nas escadas mesmo eu disse: “vem cá”. Ele veio. E soltou faíscas. Depois eu falei: “quer ir lá para casa”? Ele respondeu que sim. Aí ele perguntou o que eu tinha visto nele. Falei que era a cor dele que me deixou louco. Agarramos-nos mais. Descemos para esperar a noia.

Limão chegou atrasado. Cheiramos. Apareceu mais gente com pó. Meu gatinho tava por aí. Cheiramos mais. Ele apareceu. Cheiramos mais com ele. E aí ele me deu um ultimato. Me chamou num canto e pediu: “vamos”?

Procuramos por um taxi.  E vazamos.

Minha casa. Ele entrou. Tranquei a porta. Ele, tirando a roupa. Eu também. Deitei na minha cama, ele veio e deitou-se também de cueca. Tirei a cueca dele, coloquei a camisinha de banana (lembram dela? A camisinha extra-large?) e cai de boca naquele pauzão.  Uma jiboia foi crescendo na minha boca. E depois, roça daqui, roça de lá. Ele não queria dar. Sobrou para mim. Tive que aquentar aquela monstruosidade no meu rabo. Passei um creme. Relaxei. Foi entrando devagar. Doeu um pouco. Rebolei. “Chamando seu nome”.  Ele gozou um tempo depois. Não conseguia gozar por causa da quantidade de pó que eu tinha cheirado. Ele me ajudou. Não consegui. Dormimos.

Quando eu acordei. Olhei para ele. Hum… Ele acordou. Outra faísca. Round dois. Minhas mãos foram parar no pau dele. Que, assim como o meu, ficou duro em segundos. Transamos mais. E depois um pouco mais. Dessa vez eu gozei. Depois ele. Peguei um Guaraviton na geladeira e um copo de refrigerante. Dormimos.

Acordamos e continuamos a nossa festa. Ele devia ser de escorpião para gostar tanto de trepar e depois conversamos um pouco.

Perguntei sua profissão. Ele disse que era mestre de obras. Eu disse: “adoro”. Vocês sabem, eu não paquero um médico, um advogado ou mesmo um universitário. Mas não posso ver um pedreiro que eu ataco. Aí foi ficando tarde. Era hora do almoço. Ele disse que precisava ir embora. Fiz uma cara de “já vai tão cedo”? Toquei nele. A mala subiu. Chupei um pouco mais. Ele falou: “Você gosta de mamar, hein”. Eu ri. Ele procurou pela roupa dele. Se despediu, abriu a porta. Falou para eu ir com ele até o portão.

Dormi depois. Descansei bastante. E quando acordei ainda toquei uma punheta pensando nele.

Modelo: Darrell. Fonte: http://anotherguyblog.blogspot.com/

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