Seu passado te condena

Ai não, gente. Eu gosto de dunda até em desenho animado. Mas ele era horroroso. Eu estava muito chapado. E ele era muito prestativo. Sabe? Muito gentil. Ele era horroroso de rosto. Um dunda, gente. De corpo ele era ótimo. De short, sem camisa. Aparecendo metade da cueca.

Gasparelly colocou um DVD de funk melody. Muito Stevie B. Aquelas músicas boas de começo de festa. Vocês lembram? O pessoal fazia passinho e tudo. E eu cheio de flagrante. Não sabia apertar. Gasparelly menos ainda. Tentando. Uma bosta.

Ele passou. Eu reconheci pelo short branco. “Ah, ele ali” eu falei. Gasparelly o chamou. Feio, mas um encanto. O que é a beleza afinal? Ele apertou na hora. Direitinho. E sorriu. Achei lindo. Acendeu o bagulho. Fumou. Passou para roda. Gasparelly fumou primeiro. Passou para mim.

O dunda levantou. Ajeitou o short. Volume de mala. Neca dandara. Volume de edi. Era dia internacional das mulheres. Merecia um prêmio. Um golden globe. Abdômen definido. Mãos bem feitas. Dentes brancos. Cabelos bem cortados. Mais o quê? Deixa eu lembrar. E o som do Gasparelly uma boate. Pensei: será que ele é mesmo namorado do Gasparelly? Mas Gasparelly já cansou de falar que não tem axé para dundum.

Quer saber? Passei a babi para ele. Aproveitei e toquei nos dedos dele. Para dar um choque. De propósito. E ele levantava toda hora. Mala gritava. Arrasto ele prum canto e fumo um com ele? Ou fico aqui ouvindo música?

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