Resoluções de ano novo

O ano começa agora, né pessoal? E vocês nem vão acreditar: estava digitando um texto lindo e a conexão caiu e eu perdi meu primeiro texto de autoajuda. Chamei o dono dessa Lanhouse que resolveu num minuto, mas não conseguiu recuperar porra nenhuma. Mas bichas (e heterossexuais) que leem o vidaplanob, vocês estão cansados de saber que eu acho esse fortão uma coisa super fofa. E não conseguiu recuperar meu texto? E ele veio aqui cheiroso na minha máquina e… Bom, eu o paquero desde que ele era motobofe. Tá perdoado. Me liga mais tarde para gente tomar uma vodka. Ou açaí.

Aí que é ano novo. O ano nesse país tropical só começa depois do carnaval. E eu queria escrever sobre minhas resoluções de ano novo. Falar de amor, esperanças e todo o resto e perco o texto. Não era para ser. Ah! Hoje é aniversário do Vaguinho!

Então tomei um banho caprichado. Não dormi nada e… eu não piso nessa Lan sem tomar um banho caprichado. Passei no Vaguinho que, depois de me ver no ônibus, me esperou na porta da sua marmoraria. Onde vai ser a festa? Ele disse: amanhã, no videokê. Eu disse: vamos beber todas, cheirar todas. Ele respondeu: eu pensei da gente ir para uma pizzaria, mas sabia que a gente ia perder o apetite. Então, corri pro Facebook para convidar um povo bravo que conhece o Vaguinho. Ou depois da meia-noite, Valéria Monterrey.

Mas aí conexão nada e eu perdendo meus textos. E esse gato da Lanhouse, que eu paquero desde que ele era motobofe, salvou esse texto. Ah! Bati uma palma aqui e ele veio, cheiroso e gostoso de camiseta machão e resolveu meu problema.  Aí eu esqueci o que eu ia falar. Coisas que eu prometo fazer nesse ano de 2012? Gente… Uma delas é ter um marido dono de Lanhouse.

E nem te conto também. Minha Irmã, que aniversariou no dia 28, desceu para buscar o diploma dela de mecânica e passando pela Remo Right, deu de cara com o Fabian.

Fabian falou: pedi pro Artur me ligar que eu tô em casa.

Estava sem crédito e fui direto pro apartamento dele assim que eu publiquei o último texto. Blá, blá, blá. Dois minutos depois: tá calor, né? Ele falou e falou também: vamos lem baixo tomar uma cerveja? Eu, ai sou alcoólatra, e aí…

Bar do Dimar. Falamos do Oscar, o que nós estávamos lendo, projeto de lei da bancada evangélica, coluna do Pessoa de O Globo, bichas na TV, do blog do irmão dele. E por falar em evangélica, passou um dunda que é, na minha humilde opinião, a melhor coisa da igreja da minha irmã, aí eu falei dele. Eu disse: ele me abraça com aquela calça apertada e diz ”Jesus te ama”. Nisso, meu ex-amor passou tomando sorvete. Ele está no meu Facebook. Procurem lá: LIMÃO. Abriu aquele sorriso lindo. Não falei dele com o Fabian.

Pede lá um quente, Fabian falou. E eu peguei uma J.E.  E outra Brahma. Fabian com pouco dinheiro e eu com menos ainda. Não está mais na fábrica do Bramil. Ele, que sempre me aconselhou a sempre fazer o que gosta, perdeu o tesão pelo trabalho na sorveteria. Conversou antes com o Marcelo. Marcelo: tudo bem, meu bem. E saiu da fábrica depois desse tempo todo. E a gente com pouco dinheiro, sobrou só dois e cinquenta para tomar mais uma oti. Eu falei: conversa com o Dimar que ele faz para gente. Ele foi e Dimar trouxe a cerveja.

Bebendo a saideira, passou uns traficantes de magrela. Mexemos com os bofes. Eles voltaram. Tenho uma parada boa aí para vocês, o mais bonitinho falou. Alguém me lembre de não mais paquerar traficante? Fabian abriu a carteira: tenho dez.

Traficante gatinho (lembrete importante: não posso paquerar esses caras) Faço por dez. vocês esperam cinco minutos?

Não esperamos. E terminando a Brahma, fomos a outro gati… cara pegar um babado por dez.

Aí usamos o babado que veio caprichado no apê do Fabian e “E agora? Vamos beber o quê?”. Paulinho fechado e nós travados. Marcelo chegou e eu depois de não conseguir cerveja no Paulinho fui para casa.

Aí meninas e meninos, eu puto. Ia fazer o que em casa? Ver Mulheres Ricas? Com aquela mulher loira que não para de beber? Hello! Mas nada como um dia após o outro e o telefone tocou. Limão na outra linha. Nada a ver Limão. O nome dele é São Jorge. Ele é macumbeiro? Tudo bem. Limão. Vamos fumar um? Aí o Carlos Luís, uma pessoa mais sensata e menos egoísta, me deu as coordenadas para eu descer e achar a nova casa do meu ex-amor.

Peguei o primeiro ônibus. E em vinte minutos já estava em frente ao antigo Bar do Coco. Limão me esperando com uma camiseta da Reserva. Uma marca que eu gosto muito. Mora no centro agora. Uma parte barra pesada para quem gosta de dar um tirinho de vez em quando. Ou dar uma latada. A droga maldita da vez.

Mora bem. Casa com terraço e o primo dele (um pedaço de bom caminho) tomando vinho lá. Guardaram uma ponta para mim. Fui sozinho e o Limão que é um compulsivo parecido com o ex da minha irmã… Ele não curte a onda. Acabou, quer fumar mais. Então, apertaram outro.

Carlos Luís saiu para resolver uma parada e voltou sem demorar muito. Fumamos todos. E depois fumamos outro. Acabou o Black. E adivinha quem queria mais?

Onde achar um baseado depois de meia-noite? Telefone com os contatos e eu, o compulsivo e Carlos Luis (já querendo dar um tiro ao invés de ir lá à puta que o pariu) fomos para o Barros Franco. Depois eu que sou o viciado. Limão conhece e tem o telefone de todo mundo que vende maconha na Vila Isabel. Subimos um morro. Puta merda! No caminho até haxixe encontramos, mas subimos um morro atrás de um preto de dez. Lá no pico, o cara atendeu a gente, mas não vendeu. Descemos e conversamos com a chefona do morro que ligou pro cara imediatamente. Disse cheia de gírias que era para atender a gente.

Aí conseguimos e fomos ao Café Rodoviária comprar porcarias para comer. Nisso passou outros dois traficantes da Vila Isabel de bicicleta. Um deles era um que cansou de quebrar o meu galho quando o compulsivo do ex da minha irmã queria Black depois que chegava do trabalho. “Te dou cerveja se você conseguir”. E com o Romenigue não tinha miséria. E eu sempre conseguia. Graças a essa delícia que um dia me cantou e eu só fervi, mas não transei com ele porque ele era muito novinho pro meu gosto.

Só que agora ele cresceu. E estava sem camisa, assim como estava exibindo aquele novo corpo de topmodel no carnaval bem pertinho de mim. Aí eles também foram pro Café Rodoviária. E eu olhei para ele e ele me olhou e acenou com a cabeça. Aí gastamos 27 reais com comida ruim e fomos para casa do Limão. Os traficantes passaram. Mexeram com a gente. Aquela coisa boa disse: se eu tivesse um baseado agora, eu ficava rico.

Na minha imaginação, eu disse alto: Eu tenho! Vamos fumar com a gente, gatinhos. Mas meninos e meninas, pela última vez, lembrem-me de não mais paquerar essas… Por que eles são tão lindinhos?

Onde eu estava? Ah! Aniversário do Vaguinho. Passei lá na Marmoraria da família dele para dar os parabéns a um dos meus melhores amigos. Fervemos. Falamos de drogas, paus de homem branco, paus pretos enormes, trabalho e festas. Da minha irmã e a dele. E aí passou e entrou na marmoraria um dos meus deuses da rua da feira sem camisa e que vende drogas também. Eu o olhei todo e o Vaguinho falou que viu ele tomando banho e fofocou que o tamanho vale todo o investimento.  Vaguinho, quer parar de paquerar traficante.

modelo do post: Brandon Parker ; portfolio http://www.modelmayhem.com/27997

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