mulheres e as drogas

Parece que não, mas mulher é uma criatura que eu adoro e eu recebi meu pagamento. Paguei minha conta de luz, fui ao mercado e fiz as compras do mês e sobrou uma grana. Peguei uma parte e saí para tomar umas cervejas. Antes ia gravar um CD pra Cléo na Lanhouse do Jefinho. Fiquei baixando música até às nove da noite e fui até a casa do Gasparelly para saber se ele podia tomar as cervejas comigo. Não o encontrei em casa e então dei uma volta. Muitos meninos negros na praça ouvindo funk nos celulares. Achei Marcela. Muito tempo que eu não a via. Ela teve um filho com o Luciano. Uma criança de sete meses chamada Caio Felipe.

E aí Marcela, vamos tomar uma cerveja?

Deixamos o Felipe com a mãe dela e partimos para o Dimar. Lá encontramos com o Giovanni. Sentamos na mesma mesa que ele. Ele, quando estávamos terminando a primeira breja, perguntou se a Marcela queria alguma coisa.

Quero pó. Ela respondeu na lata.

Fomos no carrão importado dele atrás de uma farinha lá no foco da droga. Primeira traficante não tinha nada. Na outra rua também nada e a última tentativa era buscar com um pagodeiro conhecido na cidade. Uma porcaria, mas droga é uma merda. Fomos cheirar perto do cemitério. Tudo de uma vez só.

Voltamos pro bar do Dimar. Travados. Demorou um pouco, mas logo a fofoca voltou. Pedimos mais cervejas. Eu queria mais pó. Marcela também.

Eu dou dez. eu disse.

Marcela falou que sabia onde encontrava uma boa. Giovanni inteirou os outros dez. Ela foi e não voltou mais. Tomamos mais cervejas e cansamos de esperar e então o Giovanni me levou em casa. Não demorou muito (alcoolismo, vocês sabem), desci atrás de um bar aberto.

Bebi até umas cinco da manhã num bar perto da casa do meu pai e então a Jaciara passou. Gritei o nome dela. Vamos beber. Eu disse depois. Bebemos até a mulher fechar o bar e partimos em busca de uma droga para terminar a noite.

Subimos um morro e nenhum traficante tinha cocaína pra vender. Jaciara queria crack. Ela é uma dessas que acredita nessas porcarias. Dei um dinheiro para ela buscar. Comprei cerveja numa padaria que acabara de abrir. Fomos pra casa de uma amiga travesti. Elas fumaram, eu bebi. Acabou a cerveja e a pedra, descemos. Peguei umas cervejas em lata na padaria. Encontramos com outro traficante. Jaciara instigada, coitada. Não consigo negar nada à mulheres bonitas. Dei mais dinheiro pra ela fumar a pedra dela. O traficante cedeu uma casa para gente usar. Dei uma lata pra ele e entramos no cafofo.

Não demorou muito e ele entrou na casa apertando um baseado. Fumei com ele. Apareceu mais gente com baseado. Fumei sempre e bebia cerveja.  Aí finalmente um senhor negro surgiu e foi expulsando a gente da casa. O pessoal vazou e eu fiquei tomando cerveja e fumando. Então ele tirou a roupa toda para tomar banho. Eu fiquei olhando. Ele me olhou e só sei que fui parar no banheiro com ele.

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