Bullying mia

Eu sempre fui louco. Louco pela vida, louco por música, louco por biblioteca, pelos dias de sol, por comédias no cinema, louco pelas pessoas que passam por nossas vidas. E de tão louco, precisei de uma resposta para essa minha loucura.

Acho que todo mundo é louco. Louco por pelo menos uma coisa nessa vida. Tem gente que é louca por dinheiro, louca por futebol, louca por automóveis, louca por sapatos, louca por novela, louca por televisão, louca por sucesso, louca por coisas malucas.

Acontece que uma parte da minha loucura exigiu tratamento médico especializado. E como eu sou louco por liberdade, achei uma clinica que não me torturou para que eu ficasse menos louco. Odeio a ideia de ser preso num manicômio e ser torturado por sessões de choques elétricos. Não sou criminoso para ficar preso. Muito menos para ser torturado.

Ainda bem que eu encontrei o Caps. A atenção que eu recebo é mágica. Eu tenho psicólogo, psiquiatra, enfermeiros atenciosos, meus remédios, almoço e café da manhã e o melhor: não preciso ficar lá trancado 24 horas por dia. De noite eu durmo em casa, posso visitar meus amigos…

Minha primeira crise foi aos cinco anos de idade. No dia do meu aniversário.  Desde essa data eu passo os anos indo e voltando ao psiquiatra.  Convivo há 26 anos com uma doença sem cura. Na adolescência as ideias de suicídio e a baixa auto estima roubaram de mim alguns anos. E mais uma vez o tratamento médico me salvou de fazer uma bobagem.  Agora com o Caps., o tratamento é menos duro. Eu posso conviver bem com a doença. Sem crise. Sem neuras. E louco pela vida, louco por música, louco por biblioteca…

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6 comentários sobre “Bullying mia”

  1. Queridíssimo, fico orgulhoso de você sempre. Mais uma tarefa cumprida por você! Parabéns pelos seus textos, seu blog, sua companhia (mesmo que virtual) e principalmente: SUAS ESPERANÇAS. Pra ter esperanças, as pessoas precisam pensar GRANDE. Pra alguns, parece loucura. Pra outros, pensar GRANDE é máxima sabedoria. De alguma forma, nos superamos e nos descobrimos felizes pela SATISFAÇÃO de ver algo além do espelho, além do sonho. Um dos filmes exemplares sobre este delicado assunto, é Bicho de Sete Cabeças com o talentoso Rodrigo Santoro. É comovente e nos sugere respostas sobre o sensível limite entre a sanidade e a loucura!
    beijos

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