post 400

The 666 order “Crooked Piano” no fone de ouvido. Aí eu tomei um banho frio nesse calorzão do sudeste e desci pra entregar as revistas pro Fabian. Liguei pra ele e ele com a noticia de que Fernando Kalile faleceu. Meu patrocinador. Meu adorado. Procurei por notícias na web e não encontrei nada. Mudou completamente o foco sobre o que eu iria escrever.

Meus textos estão cada vez mais curtos. Culpa do twitter? A culpa é minha. Edito até o máximo. Hoje eu estou muito afim de esticar. Falar um pouco do blog, sei lá. Dizer que é minha principal motivação atual. A principal.

A prostituta que queria ser gigante é o texto mais lido e comentado entre todos. Foi o texto que eu mais encorpei e quase caí quando pensei que rumo a história iria tomar. O primeiro texto que também me fez chorar.

Os outros textos mais lido são Mineiro come quieto, africano come cu e Guimarães a preta tá ficando coisa. Pelo africano finalmente eu fui xingado.

 Agora no som um Mash Up de St Beethoven e Corona: Superfuzz of the night. Muito bom. Porque eu sempre quis ser escritor desde os oito anos de idade. E talvez um dia eu seja escritor. Ainda é cedo. Eu sou jovem ainda.

O texto que eu mais gosto é Ode aos putos da vida. E o seu favorito? Ok.OK. Divagando por nada. Obrigado por lerem.

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Um comentário sobre “post 400”

  1. Meu caro Artur,

    É fascinante ler este post. Gostei de tudo. Estou pasmo, perplexo com a morte do Fernando Kalile sem causas aparentes (?). Por falar em morte, elejo como meu texto favorito do blog “Éramos Felizes no Cu do Judas”, que aborda a morte de um de seus amantes. Você fala da vida como montanha-russa, de incertezas, de aspirações que superam o amor e podem nos manter imunes às desgraças. Ao passo, você indaga: O que é ser feliz afinal? É incrível.

    No texto, você se entrega às entrelinhas áridas da realidade que todo bom texto deve sugerir. Assim, você consegue um jogo de metáforas incomum, ultrasensível. Por isso, me faz refletir. No final, você pondera seu sonho com a moda, algo deveras radical e contundente, sem deixar a elegância e originalidade de lado.

    A novidade é que resolvi meter a cabeça no tratamento do SAE daqui pra frente. Depois de sete meses, com o resultado em mãos, continuo aflito com medo da morte, inclusive dos terríveis efeitos colaterais causados pelo tratamento, entretanto, medicamentos elaborados para trazer à vida. Pra mim, o Purgatório, descrito na obra de Dante Alighieri.

    A meu ver, um tratamento retroviral não trouxe uma esperança de vida apenas. Não! Na verdade, recrudesceu a luta ferrenha entre os países detentores das pesquisas em busca da cura da AIDS. Briga por patentes e poder. Portanto, às vezes não vejo uma transparência exata entre o que é vida e morte. Não vejo busca pela cura. Vejo uma farsa cronicamente inviável pra que as pessoas infectadas mantenham o poder dos governos.

    Paralelamente, existem nas pessoas sonhos imbatíveis que as fazem desistir de uma vida pacata e comum pra encarar a guerra de viver, em nome de sua própria sublimação. E em todo esse tempo, esse blog serviu nada mais do que te sublimar acima de tantas viscissitudes e ameaças que esta estranha vida nos traz. São textos que relatam a trajetória de um homem amargurado que lutou para que os sonhos saíssem da gaveta empoeirada e andassem lado a lado com o cotidiano.

    Hoje, indubitavelmente, este homem distinto chamado Artur é um escritor dos melhores que já li! Quando percebemos que existe em nós essa fome por investigação e esclarecimento, a vida passa a ser mais digerível. A morte já não causa tanto pavor. E isso, só os escritores nos trazem: esperanças sob forma de textos que merecem aplausos.

    beijos, com carinho. Obrigado por escrever. Continue.
    SATOKIO

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