a felicidade entrou em falência

felicidadeNa semana que eu botei uma faca no pescoço para sei lá o que fazer, um garoto da minha idade deitou na linha do trem e foi cortado em três partes. Bebi com o irmão dele no sábado. Minha mãe arrumou um trabalho de garçom pra mim em troca de uma mixaria. Mulher mal humorada e estressada (falta de sexo, lógico). Enjoei do trabalho. Achei sufocante e desestimulante. Sentei para beber com uns caras. Fui pra casa. Beira do rio na manhã seguinte. O que eu estou fazendo aqui? Preciso de um trabalho real.

Sonhei que visitava uns amigos em Niterói. Eles perguntaram se eu tinha um pó. Sonhos são ótimos. Tinha. Era do morro do macaco. Sentei num sofá e comecei a voar. Acordei no sonho e uma alma ou coisa parecida trepava comigo. Tenho esse sonho há quatro anos. Um ser transparente me comendo, me arranhando. Dessa vez eu consegui dizer: seu babaca, eu sei que isso é um sonho. Vi que a alma se transformou em mim. Fodia comigo mesmo. Me beijei. Acordei assustado.

Terça, uma amiga marcou comigo uma reunião para discutirmos um trabalho de produção teatral. Não foi. Liguei para ela e marcamos para quarta. Prisão de ventre do caralho. Cortei o cabelo e fiz minha barba. Ela furou de novo. Fui a casa dela e nada.

Hoje marquei com o Sato de assistirmos um filme. Ele não apareceu. Tomei uma cerveja. Tentei de novo. Fui até a porta do cinema e nada. Sai para beber mais. Peidei no meio da rua. Morri de ri.

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