O garotinho que não tomava no cu

Artuzinho adorava videogame. O dia inteiro. No celular, no computador, no playstation eram os jogos de matar. Artuzinho adorava os jogos de matar. Não jogava futebol o menino. O pai comprou a bola do Robinho. Construiu um campo para o rico garotinho. E nada. Artuzinho só queria matar. E o pai acessou na internet e ouviu as músicas dessa nova juventude. Deve ser basquete o que as crianças de hoje gostam. E comprou todo o equipamento. Comprou na última viagem a Miami e matriculou o garoto numa escola. Mas Artuzinho não quis saber de basquete. Artuzinho queria bater o próprio recorde. Artuzinho queria matar mais. E foi matando. O pai pediu para a empregada que fizesse uma vitamina caprichada. Vitamina com morango, banana, maçã, beterraba, aveia e o que mais essa rapaziada adorava, mas Artuzinho, coitado do pai, só queria matar. A empregada tinha um filho da mesma idade. Sapeca o moleque. Jogava bola, subia em árvore, soltava pipa, corria adoidado. O pai pensou se o filho tivesse um amiguinho, ele ia desligar um pouco a TV. E no sábado às nove horas apareceu o menininho. Pretinho, pretinho. Artuzinho não quer mais saber de videogame. Enjoou de matar.

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