I go to the doctor

 

 

 

E aí doutor, como é que está? Fervendo tudo? E o final de semana? Deu essa bunda? Ah, não? O meu? Ih! Quenda! No cu da manhã do sábado, tomei uma cachaça com a Albinha. Comprei uns pãezinhos e queijo prato e pó de café. Na casa da minha mãe, preparei o café para ela e fui ao centro da cidade tirar uma cópia da chave da loja. Tomei outra cachaça. No caminho tive uma certeza: vou à festa do Pokémon. Faz faxina, prepara uma sopa de legumes para o almoço. Eu prefiro fazer sopa com os legumes cortados maiores. Eu gosto de mastigar os legumes. E picar o alho e dourá-lo na frigideira com azeite e jogar na sopa. Fica divino com batata, beterraba, cenoura, repolho e macarrão rigatoni. Sal a gosto.  Almocei.

Fabian me convidou para tomar umas cervejas e passou na loja de carro para me pegar. Ainda estava ocupado terminando de arrumar o banheiro. Depois eu subi até o galpão para ajudar na ornamentação do evento. Compro cigarro e fósforo, fumo um baseadon. Depois subi com um mototaxi muito gato para tomar um banho. Acendi um incenso e meditei. Será que eu me arriscaria e desceria para festa? Abri o taro egípcio e a resposta foi favorável. Meditei mais. Acordei as dez. Coloquei uma cueca preta, calça de alfaiataria risca de giz, camisa branca, gravata Pierre Cardin, cashimere e uma camiseta dos Beatles. Carteira de mão. Ingressos, camisinhas, dinheiro, documento e uma caneta. Late que eu to passando.

Desci, dancei, bebi. Minha irmã linda vestida de maio de 68. Fabian, Taroba, Bina, Miss Gay Três Rios 2006, Talita, Lacraia, Ronaldo de Resende, Rose com um casaco lindo. E os meus agressores na festa. Eu dançando igual uma louca dou de cara com eles e um amigo deles que eu fico. O amigo foi me cumprimentar. Danço, bebo, beijo o Fabian, e danço. Saímos eu e minha irmã para o Videokê. Bebi cerveja, ai que saco! Mudamos de bar e depois sei lá. Conhaque, cerveja, vinho… Memória? Tava indo para casa. Os meninos me esperando para me bater. Retorno e encontro com o amigo deles, o que mexeu comigo na festa. Ele falou: você está indo para onde? Vou procurar um mototaxi porque seus amigos estão me esperando para me bater. Aí ele falou: ninguém vai te bater não. Você está comigo.

Ato Falho/ Errata:

Na crônica de nome “Caralhos me fodam”:

  Dias desses, eu subi louco com uma garrafa ou uma lata de cerveja na mão. Onde eu estava? No Videokê? Passei pela praça do Zumbi. Marcos, um amigo pai de santo, e um garoto gostosinho combinavam o que na gíria das bichas a gente chama de feitura. Fervi com eles rapidamente e segui meu caminho. Três minutos depois, uma bicicleta me seguia. Era o garoto. Muito gato. Alto, magro, bem novinho, bem vestido e adivinhem a cor da pele? Ele queria conversar comigo. Levei aquela pretinhosidade para a minha casa(…).

 

Enfim, eu queria me corrigir. O garoto que bateu na Jane é o mesmo que me bateu. Esse garoto gatíssimo, pirocudo, 19 aninhos, pretinhoso nunca fez mal a ninguém, aliás, ele faz um bem, menino… Então chega de falar de violência, né? Onde eu estava? Subindo para casa com quem? Você viu a propaganda nova da IBM? Slogan novo: Pare de falar. Comece a fazer. Fiz, ué! O Rabo rolou na rola do rei de Roma. Eu sou um profissional nessas horas. Uma piroca enorme que é ótima de chupar. Reta, comprida, parece um salsichão preto de 20 centímetros. Fudi para caralho.

Acordei feliz. Por que será? Liguei para minha irmã para gente almoçar junto. Cheguei na casa dela, ela tomando cerveja. Vou almoçar não! Bebi, busca mais, busca conhaque, busca vinho. Comi um sopão. Mamãe aparece de carro chamando eu e a Ana para ferver na rua da feira. Vera se acabando linda de vestido curto. Mãe de Diego, minha sogra no mundo da imaginação. Três cervejas depois, meu africano aparece. Oito cervejas depois, eu estava numa quebrada com ele fudendo para caralho. Beija, chupa cu, comi cu, lambe tudo…Come tudo. Coisa boa eu devoro. Ainda mais de cueca branca e completamente nu depois.  Meu africano é minha prioridade. Preciso comer ele, mostrar que ele é uma coisa muita boa. Duas horas depois dançava com Vaguinho e Gasparelly. Master and Servant. Beijei os dois. Final de semana lotado de beijos.

Casa. Cerveja, última cerveja. Dormi e acordei.

Segunda-feira descendo atacado encontro com meu novo pedreiro favorito. Novinho nariz redondo, boca carnuda, pretérrimo. Nossa! Uma cor fabulosa e aí sabe o que aconteceu? Acabou o nosso tempo? Ai, doutor que pena. Estava tão bom o papo. Adoro falar dos meus problemas.

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