A vida sem música é uma merda

Sem música é difícil escrever. Tive problemas com um programa de áudio dessa máquina e não consigo ouvir meus MP3s. Não sei escrever como deveria. Sou um merda mesmo.

Com as fortes chuvas de verão no sudeste, estourou uma telha da minha sala-quarto e vazou água pela casa. Tive que retirar meus livros e revistas que ficam fora do armário ligeiramente. Merda. Não terei grana para pagar um profissional para consertar o telhado. Talvez fosse melhor desistir do estilo de vida voluntariado que eu levo e pensar em ganhar dinheiro de novo. Ficarei deprimido novamente? Treparei menos? Minha prisão-de-ventre vai voltar? Serei feliz? Como faço para ganhar dinheiro com arte, então? Seria bom se eu pudesse me sustentar escrevendo. Ou fazendo drinques. Como faço para conseguir dinheiro e investir em bebidas alcoólicas?

Meu nariz está uma merda e minha garganta também. Muita chuva e água na minha casa. O cheiro de mofo me enoja. Concentração. Um dia eu ganho algum trocado e recomeço um negócio qualquer. Ai, foda-se! Vou falar da minha festa de aniversário.

Uma legião de pessoas bonitas compareceu. Rique, Cléo, Cláudio, Fabian, Selma, Vaguinho, Gasparelly, Jéssica, Fabinho Creusa com um chapéu coco maravilhoso, Rogério… Meu coração a mil. Ele disse que me amava na frente de todo mundo. Antes da prometida boate, o bloco do Palmital tocou até às 23h. Fiz alguns coquetéis para servir aos convidados e comprei uma garrafa de vinho no bar para quem quisesse tomar outra coisa. Nem precisou comprar, a maioria dos convidados me presenteou com garrafas de vinho. Pokémon me deu um garrafão de 4,6 litros. Andréia, que depois de ser atropelada na saída de um baile funk, ficou um ano e meio andando com muletas. Ela dançou tanto ao som de Magneto “Vuela, Vuela”, Balão Mágico, Rita Lee, Madonna, Ramones e muitos outros que suava a bicas. Isso me deixou extremamente satisfeito. Ela me chamou num canto para desabafar e me felicitar com palavras doces. Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa!

Choveu. Graças a Deus! Foi bom para lavar tudo de ruim que eu não queria mais para o meu ano novo. Desejei bondade, trabalho honesto, meus amigos com mil sorrisos e amor. Amor numa proporção maior que o oceano para eu poder dividir com as pessoas que me rodeiam. O Sato não compareceu porque ficou preso em Levy e o Marquinhos teve que trabalhar e ficou no Rio. Tudo bem, eu os perdôo. Gostei do samba. Adorei o sorriso das pessoas na festa, do CD que a Cléo montou especialmente para mim, do Rique ter dançado com o Vaguinho numa boa, do dono do bar e os funcionários se divertindo com a festa e, principalmente, gostei de me sentir especial. Eu devo ser uma pessoa muito especial porque ao meu redor só vejo pessoas brilhantes. Tocou Santa Esmeralda “Don’t let me be misunderstood”. Amei.

 

 

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